...o meu "sketchbook"... o meu bloco de notas... o meu eu...

09
Jan 09

Once upon a time

when your heart was mine,
in sunny warm days
with the sadness faraway;
I loved you
and you loved me,
that was how
It was supposed to be.
 
But something got in our way
I don’t know what, truth I say!
So I started again with my tears
and with it came my childish fears.
I hope someday you look back to me
and see me drowning in my teary eyed.
I’ve already beg you to come back here
please don’t say I didn’t tried.
By... PalavraPuxaPalavra às 19:49
I am...: Chuvoso e friorento

08
Jan 09

(para quem pensa de menos, para quem quer pensar mais)

 

 

Pois é o seguinte. Immanuel Kant foi um grande filósofo proveniente da Alemanha. Segundo a sua teoria sobre a moralidade das acções, uma das mais aceites e respeitadas na comunidade filosófica, existem três tipos destas. E passo a exemplificar:

 

O Zé ia passeando e viu que uma velhinha deixou cair a sua carteira que, por acaso, aparentava estar bem recheada monetariamente. Então ele pensou nas seguintes hipóteses: 

a)      Ficar com a carteira;

b)      Devolver a carteira, visto que provavelmente seria recompensado;

c)      Devolver a carteira, simplesmente porque é boa educação.

 

A acção a) é claramente imoral. O Zé ficou com a carteira porque era seu interesse, porque quis ficar com todo o dinheiro. Quanto à acção b), o senso comum diria que foi hipócrita ou interesseiro, dado que o Zé devolveu a carteira por interesse, para ficar bem visto e para tentar receber uma recompensa. De facto, o princípio da decisão na hipótese b) foi o mesmo que na a), o interesse. E pôr o interesse acima de tudo, como base de acções, é imoral. Assim, só a acção c) é moralmente correcta, já que o Zé ultrapassou os seus interesses e agiu de forma correcta, só porque era moralmente certo.

Portanto, a) é uma acção contra o dever (imoral), a b) é uma acção em conformidade com o dever (imoral) e a c) é uma acção por dever (moral).

 

Bem, então isto é o que Kant diz. Assim, podemos dar valor a pessoas como Madre Teresa de Calcutá, o Papa, missionários ou voluntários; Por sua vez, podemos reprovar acções de ladrões, pessoas desonestas e interesseiras.

Pois bem, eu resolvi dar a minha opinião acerca deste assunto. Então, se virmos bem, porque é que uma pessoa faz acções boas, ou acções por dever? Não será para se sentir bem consigo própria, ou até mesmo para esperar algum tipo de recompensa, como por exemplo divina?

Sendo assim, qualquer acção é por interesse. Penso que, segundo este ponto de vista, as boas-acções Madre Teresa de Calcutá para com pobres ou carenciados terão sido baseadas na ideia de que um dia poderá ser recompensada pelo bem que faz aos outros, ou fê-las para se sentir bem consigo própria, não tanto pelo gesto em si. Assim, também o nosso Zé poderá ter devolvido a carteira para se sentir bem ou pensando que com essa boa acção poderia ganhar algo mais tarde

 

Não tenciono de forma alguma denegrir a imagem da senhora (tenha-a Deus em boa conta), estou apenas a criticar a teoria de Kant. Por isso existem outras teorias com outros pontos de vista…E o post já vai longo, por isso vou me calar…Opinem…

 

By... PalavraPuxaPalavra às 21:07
I am...: Com o dever de falar

04
Jan 09

Esquecer,

Como corrente que lava a mente,

estando esta ou não ciente

do que está a acontecer.

 

Esquecer,

como brasa que atrasa

o lembrar de lar ou casa

que um dia foi viver

 

Esquecer,

como rajada tão arrojada

que faz da vida tão amada

experiencia ainda por ter.

 

Esquecer,

como terra que enterra,

dos amores até à guerra,

todos os feitos, sem se saber.

 

Esquecer amores,

esquecer paixões;

Esquecer os donos dos nossos corações.

Esquecer-se da vida,

até mesmo da morte.

Esquecer é um azar, ou talvez uma sorte.

 

E esquecem-se por tantas razões,

tantas memórias ou ilusoes...

Esquece-se por vontade,

esquece-se por saudade.

Esquece-se sem anotar

esquece-se por não anotar.

 

No fim de tudo

à que entender

que no fundo, no fundo,

esquecer,

é não querer esquecer.

 

(Depois de o poema ler

concluo, com prazer,

que só não me o esqueci de escrever)

 

 


 (para quem pensa de menos, para quem quer pensar mais) 

 

O Infinito. 

 

Sim, aquilo em que toda a vida pensamos, sem saber bem o que é; aquilo que em putos brincava-mos “Infinitos!Infinitos mais 1…”.

Bem hoje vou dizer uma coisa um bocado estranha:

 

Não existem provas de que realmente o infinito exista.

 

Isto veio-me à cabeça de repente, pelo que me pus a reflectir na veracidade desta afirmação. Pensei para mim:”Bem, isto pode realmente ser verdade. Então, por muito bom que um computador seja, se lhe pedirem para que conte o infinito, ele parará em algum ponto, por falha de energia, por encravar, por outra qualquer razão. De uma coisa tenho a certeza, ele parará”.

Pondo isto, penso que posso dizer que nunca ninguém poderá afirmar que o infinito existe, pois nunca poderá prova-lo. E, como tudo o que é um facto, tudo o que se sabe que existe, está provado, e o que não está provado é uma questão em aberto, o infinito é uma questão em aberto, digo eu.

 

E agora vem a implicação como profs: se a Matemática, a Física ou a Química são suposto serem disciplinas em que os dados são bem definidos, em que tudo está provado e em que tudo bate certo, como poderemos incluir o infinito nas suas contas ou teorias, sendo este uma questão em aberto?

 

A meu ver, o infinito simplesmente não existe…penso que é irreal pensarmos que o Universo é infinito, que não tem um fim nem um limite. Penso que o oção de infinito é uma coisa utópica, apenas imaginável, ou talvez em isso. Penso que é impossível aplicar-mos a noção de infinito a qualquer coisa pois, para além de não conseguir-mos prova-lo, penso que nada possa ser infinito.

É que, se pensarmos bem, infinito é muito…

 

Provavelmente, infinito é a incapacidade humana de definir limites a algo.

 

E se, o facto de não conseguirmos prova-lo for uma prova da sua existência?

Dêm a vossa opinião, este blog é não só meu, mas vosso também!

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Passado algum tempo de ter lido este post, achei que deveria reformular o que defendi. Sendo assim, veio-me à ideia de que possivelmente tudo o que nós consideramos infinito é fruto precisamente da nossa cabeça, racional ou irracionalmente. Ou seja, o que digo é que no Universo, tudo tem um princípio e um fim, e nada escapa a esta regra.

Por exemplo, os números. Foram uma invenção nossa para organizar coisas, para chegar a conhecimentos mais complexos e para perceber melhor este mundo. Mas o facto é que eles não vinham escritos no “livro de instruções” do Universo, não estavam cá antes de nós chegarmos. Dado que não encontrei maneira de contornar o facto de que não acabam, conclui que apenas na nossa percepção do mundo existem coisas infinitas, não tendo o universo nada sem limites (tirando talvez a estupidez humana xD).

Espero ter sido esclarecedor e que apreciem.

 

By... PalavraPuxaPalavra às 22:12
I am...: Infinitamente pensativo, e ala

(para quem pensa de menos, para quem quer pensar mais)

 

Vamos lá a ver se concordam comigo:

 

2+2=4 está errado

5x3=15 está errado

n+z=y está errado

 

Vou especificar esta minha esquisitice.

Basicamente defendo que o símbolo “=” está mal empregue. Afirmo isto porque penso que quando se utiliza este símbolo deve ter-se em conta o seu real significado, o seu valor inerente, intrínseco. Quando se diz que certa coisa é igual a outra, é porque é realmente igual. Isto dá origem a algumas dores de cabeça, pois nada no universo tem uma cópia exactamente idêntica a si. Mas isso é outra história, que espero desenvolver mais tarde.

           

            Bem eu penso que tenho razão quando digo que 2+2=4 está errado. O que poderá estar certo será 4=4. Ou seja, penso que não faz sentido dizer que uma certa expressão é igual a um certo número. É claro que se simplificarmos a expressão dará origem a um algarismo igual ao 4, sendo por isso equivalente. Uma expressão é igual a outra mesma expressão e um numero é igual a outro mesmo numero. Isto é, eu posso, com legitimidade, dizer que “4” é igual a ”4”,  e que “2+2” é igual a ”2+2”, mas não que “2+2” é igual a “4”. E porque não? Aqui à que definir significados: uma coisa é ser igual, outra é ser equivalente. Penso que são duas coisas muito diferentes, ainda que à primeira vista a diferença seja pouco óbvia.

 

 O dicionário descreve igual(=) do seguinte modo: “que tem a mesma grandeza, valor, forma, aspecto ou qualidade que outro”; e equivalente(ó) assim: “de igual valor”. É claro que se simplificarmos a expressão “2+2”, esta dará origem a um algarismo igual ao 4, sendo por isso equivalente. Tal como se observa pelo dicionário, para que duas coisas ganhem o estatuto de iguais têm que satisfazer muitos mais parâmetros do que o de equivalentes. A expressão 2+2 tem o mesmo valor que 4, sendo por isso equivalentes. Mas, apenas observando, reparamos em diferenças como que a primeira é composta por três caracteres e o segundo apenas por um…ou então, a primeira tem a denominação de expressão e o segundo a denominação de algarismo. Por isso, penso que não são iguais, não são a mesma coisa. Por isso, penso que não é, de todo, possível dizer que 2+2=4 mas sim 2+2ó4.

 


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