...o meu "sketchbook"... o meu bloco de notas... o meu eu...

04
Jan 09

 (para quem pensa de menos, para quem quer pensar mais) 

 

O Infinito. 

 

Sim, aquilo em que toda a vida pensamos, sem saber bem o que é; aquilo que em putos brincava-mos “Infinitos!Infinitos mais 1…”.

Bem hoje vou dizer uma coisa um bocado estranha:

 

Não existem provas de que realmente o infinito exista.

 

Isto veio-me à cabeça de repente, pelo que me pus a reflectir na veracidade desta afirmação. Pensei para mim:”Bem, isto pode realmente ser verdade. Então, por muito bom que um computador seja, se lhe pedirem para que conte o infinito, ele parará em algum ponto, por falha de energia, por encravar, por outra qualquer razão. De uma coisa tenho a certeza, ele parará”.

Pondo isto, penso que posso dizer que nunca ninguém poderá afirmar que o infinito existe, pois nunca poderá prova-lo. E, como tudo o que é um facto, tudo o que se sabe que existe, está provado, e o que não está provado é uma questão em aberto, o infinito é uma questão em aberto, digo eu.

 

E agora vem a implicação como profs: se a Matemática, a Física ou a Química são suposto serem disciplinas em que os dados são bem definidos, em que tudo está provado e em que tudo bate certo, como poderemos incluir o infinito nas suas contas ou teorias, sendo este uma questão em aberto?

 

A meu ver, o infinito simplesmente não existe…penso que é irreal pensarmos que o Universo é infinito, que não tem um fim nem um limite. Penso que o oção de infinito é uma coisa utópica, apenas imaginável, ou talvez em isso. Penso que é impossível aplicar-mos a noção de infinito a qualquer coisa pois, para além de não conseguir-mos prova-lo, penso que nada possa ser infinito.

É que, se pensarmos bem, infinito é muito…

 

Provavelmente, infinito é a incapacidade humana de definir limites a algo.

 

E se, o facto de não conseguirmos prova-lo for uma prova da sua existência?

Dêm a vossa opinião, este blog é não só meu, mas vosso também!

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Passado algum tempo de ter lido este post, achei que deveria reformular o que defendi. Sendo assim, veio-me à ideia de que possivelmente tudo o que nós consideramos infinito é fruto precisamente da nossa cabeça, racional ou irracionalmente. Ou seja, o que digo é que no Universo, tudo tem um princípio e um fim, e nada escapa a esta regra.

Por exemplo, os números. Foram uma invenção nossa para organizar coisas, para chegar a conhecimentos mais complexos e para perceber melhor este mundo. Mas o facto é que eles não vinham escritos no “livro de instruções” do Universo, não estavam cá antes de nós chegarmos. Dado que não encontrei maneira de contornar o facto de que não acabam, conclui que apenas na nossa percepção do mundo existem coisas infinitas, não tendo o universo nada sem limites (tirando talvez a estupidez humana xD).

Espero ter sido esclarecedor e que apreciem.

 

By... PalavraPuxaPalavra às 22:12
I am...: Infinitamente pensativo, e ala

4 comentários...:
"Infinitos mais 10" , era o que dizia ;D
Beijinhos
Muffin a 4 de Janeiro de 2009 às 22:27

E depois há o tradicional "infinitamente infinito"... :D

Ora, para mim o infinito é uma convenção. Retomando as ciências exactas, nomeadamente a Matemática, sabemos que os números são infinitos porque simplesmente não conseguimos parar de contá-los, as funções tendem para mais ou menos infinito porque o seu gráfico se prolonga indefinidamente. E talvez este advérbio e o substantivo que lhe corresponde sejam a chave da minha própria filosofia de infinito: tomamos como infinito algo de que não sabemos o início nem o fim, algo cujos limites são indefinidos, aliás, não existem limites ou fronteiras. É o caso das contagens numéricas ou do próprio universo. Assim, e resumindo um comentário que já vai longo, o infinito existe: é um conceito abstracto, uma indefinição de limites.

(Eu gostava de filosofia, penso que isso pode explicar o facto de escrever muito e ter raciocínios... longos!)
Bolacha a 5 de Janeiro de 2009 às 17:48

infinito, por exemplo, é eu tar aki a responder-te e nem saber kem tu és..
por mais q eu racha a cabeça contra a parede (lol, já o fiz!!) nunca saberei, pq tu n deixas, tu és o limite, o bloqueio..
deus te pague de igual modo um dia :))
Isa_ a 24 de Janeiro de 2009 às 04:19

eu penso que o infinito é sempre um além desconhecido a partir de um ponto de vista específico. tendo alcançado o desconhecido, novos aléns se abrem, na incerteza eterna do futuro. se uma incerteza pode ser eterna então existe o infinito. nem que seja o infinito da dúvida :)
Ana a 24 de Janeiro de 2009 às 13:31

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