...o meu "sketchbook"... o meu bloco de notas... o meu eu...

19
Fev 09

(para quem pensa de menos, para quem quer pensar mais)

 

Bem sei que se calhar começam a achar este blog demasiado filosófico ou abstracto, mas o que é que querem? Sou eu… Vem de mim e da minha cabeça… não consigo guardar os meus pensamentos, ainda que ignorantes ou errados, para mim.
Frase principal:
 
Todas as nossas acções têm como objectivo ultimo a nossa felicidade e bem-estar, físico e/ou psicológico.
 
“What the hell?” some might say…
Mas pelos menos tenho pensado nisso com alguma frequência, por isso venho defender esta posição.
Fase 2, explicação:
 
Simples
Bem, imaginem que vou à dispensa e em vez de pegar em cereais, peguei nas bolachas (epá, lá vem o gajo outra vez com as bolachas). Pois até aqui é fácil de perceber: quero comer bolachas, isso causar-me-á mais prazer do que comer cereais, e por isso escolhi-as. Consequentemente, se tivesse escolhido cereais, em principio seria devido ao facto de que comer cereais naquela altura me dava mais prazer que comer bolachas. Ok? Seguinte.
 
Complexo, Discutível, whatever…
Agora imaginem que um obcessivo-compulsivo maníaco sociopata defensor radical de uma alimentação à base de cereais me entrava pela casa a dentro e, no momento em que ia apanhar as bolachas (que naquele preciso momento era mesmo o que me estava a apetecer e não queria mesmo nada cereais), me apontava uma arma à cabeça e me ameaçava de morte se eu não comesse cereais em vez das bolachas. Penso que aqui todos concordamos que cederíamos às exigências (caprichos) do pobre homem e apesar de nos dar um desgosto enorme comer cereais lá o fazíamos.
É agora que alguns se dividem. Muitos diriam que esta acção não foi feita tendo em vista a felicidade, mas tendo em vista a ameaça. Eu afirmo que esta acção somente ocorreu deste modo porque tinha como objectivo atingir a maior felicidade, o que me daria maior bem-estar nesse momento. Porque, se “somar-mos” a felicidade da acção de comer umas bolachas e levar um “balázio”, e se comparar-mos com o “somatório” da felicidade ao comer cereais e mantermo-nos sem furos incómodos, penso que é valido dizer que a segunda opção será a melhor. Está claro, ou mal fundamentado e muito maçudo?
 
Remate
Um exemplo extremo: quando as pessoas se sentem mal com a vida e cortam os pulsos. Nestes casos believe it or not, o que acontece é que à face das opções de que dispõem é que apenas fazem o que lhes dá mais felicidade. Nessas situações, as pessoas com problemas ou os suicidas fazem o que lhes faz sentir melhor e nunca, em espaço ou tempo algum, uma pessoa poderá fazer algo que vá contra a sua busca de felicidade e bem-estar, principalmente o psicológico.
 
Reparem que o que digo é que é sempre com objectivo ultimo a felicidade, naquele momento. Não digo que mais tarde não se possas arrepender ou sair lesadas. Apenas que naquele momento é a melhor opção na sua cabeça. Desafio-vos a provarem-me o contrário.

P.S. - Se acharem que este blog está, em modos que, a perder qualidade, digam alguma coisa ;)

By... PalavraPuxaPalavra às 19:56
I am...: de auto-estima bloggista baixa

08
Jan 09

(para quem pensa de menos, para quem quer pensar mais)

 

 

Pois é o seguinte. Immanuel Kant foi um grande filósofo proveniente da Alemanha. Segundo a sua teoria sobre a moralidade das acções, uma das mais aceites e respeitadas na comunidade filosófica, existem três tipos destas. E passo a exemplificar:

 

O Zé ia passeando e viu que uma velhinha deixou cair a sua carteira que, por acaso, aparentava estar bem recheada monetariamente. Então ele pensou nas seguintes hipóteses: 

a)      Ficar com a carteira;

b)      Devolver a carteira, visto que provavelmente seria recompensado;

c)      Devolver a carteira, simplesmente porque é boa educação.

 

A acção a) é claramente imoral. O Zé ficou com a carteira porque era seu interesse, porque quis ficar com todo o dinheiro. Quanto à acção b), o senso comum diria que foi hipócrita ou interesseiro, dado que o Zé devolveu a carteira por interesse, para ficar bem visto e para tentar receber uma recompensa. De facto, o princípio da decisão na hipótese b) foi o mesmo que na a), o interesse. E pôr o interesse acima de tudo, como base de acções, é imoral. Assim, só a acção c) é moralmente correcta, já que o Zé ultrapassou os seus interesses e agiu de forma correcta, só porque era moralmente certo.

Portanto, a) é uma acção contra o dever (imoral), a b) é uma acção em conformidade com o dever (imoral) e a c) é uma acção por dever (moral).

 

Bem, então isto é o que Kant diz. Assim, podemos dar valor a pessoas como Madre Teresa de Calcutá, o Papa, missionários ou voluntários; Por sua vez, podemos reprovar acções de ladrões, pessoas desonestas e interesseiras.

Pois bem, eu resolvi dar a minha opinião acerca deste assunto. Então, se virmos bem, porque é que uma pessoa faz acções boas, ou acções por dever? Não será para se sentir bem consigo própria, ou até mesmo para esperar algum tipo de recompensa, como por exemplo divina?

Sendo assim, qualquer acção é por interesse. Penso que, segundo este ponto de vista, as boas-acções Madre Teresa de Calcutá para com pobres ou carenciados terão sido baseadas na ideia de que um dia poderá ser recompensada pelo bem que faz aos outros, ou fê-las para se sentir bem consigo própria, não tanto pelo gesto em si. Assim, também o nosso Zé poderá ter devolvido a carteira para se sentir bem ou pensando que com essa boa acção poderia ganhar algo mais tarde

 

Não tenciono de forma alguma denegrir a imagem da senhora (tenha-a Deus em boa conta), estou apenas a criticar a teoria de Kant. Por isso existem outras teorias com outros pontos de vista…E o post já vai longo, por isso vou me calar…Opinem…

 

By... PalavraPuxaPalavra às 21:07
I am...: Com o dever de falar

04
Jan 09

 (para quem pensa de menos, para quem quer pensar mais) 

 

O Infinito. 

 

Sim, aquilo em que toda a vida pensamos, sem saber bem o que é; aquilo que em putos brincava-mos “Infinitos!Infinitos mais 1…”.

Bem hoje vou dizer uma coisa um bocado estranha:

 

Não existem provas de que realmente o infinito exista.

 

Isto veio-me à cabeça de repente, pelo que me pus a reflectir na veracidade desta afirmação. Pensei para mim:”Bem, isto pode realmente ser verdade. Então, por muito bom que um computador seja, se lhe pedirem para que conte o infinito, ele parará em algum ponto, por falha de energia, por encravar, por outra qualquer razão. De uma coisa tenho a certeza, ele parará”.

Pondo isto, penso que posso dizer que nunca ninguém poderá afirmar que o infinito existe, pois nunca poderá prova-lo. E, como tudo o que é um facto, tudo o que se sabe que existe, está provado, e o que não está provado é uma questão em aberto, o infinito é uma questão em aberto, digo eu.

 

E agora vem a implicação como profs: se a Matemática, a Física ou a Química são suposto serem disciplinas em que os dados são bem definidos, em que tudo está provado e em que tudo bate certo, como poderemos incluir o infinito nas suas contas ou teorias, sendo este uma questão em aberto?

 

A meu ver, o infinito simplesmente não existe…penso que é irreal pensarmos que o Universo é infinito, que não tem um fim nem um limite. Penso que o oção de infinito é uma coisa utópica, apenas imaginável, ou talvez em isso. Penso que é impossível aplicar-mos a noção de infinito a qualquer coisa pois, para além de não conseguir-mos prova-lo, penso que nada possa ser infinito.

É que, se pensarmos bem, infinito é muito…

 

Provavelmente, infinito é a incapacidade humana de definir limites a algo.

 

E se, o facto de não conseguirmos prova-lo for uma prova da sua existência?

Dêm a vossa opinião, este blog é não só meu, mas vosso também!

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Passado algum tempo de ter lido este post, achei que deveria reformular o que defendi. Sendo assim, veio-me à ideia de que possivelmente tudo o que nós consideramos infinito é fruto precisamente da nossa cabeça, racional ou irracionalmente. Ou seja, o que digo é que no Universo, tudo tem um princípio e um fim, e nada escapa a esta regra.

Por exemplo, os números. Foram uma invenção nossa para organizar coisas, para chegar a conhecimentos mais complexos e para perceber melhor este mundo. Mas o facto é que eles não vinham escritos no “livro de instruções” do Universo, não estavam cá antes de nós chegarmos. Dado que não encontrei maneira de contornar o facto de que não acabam, conclui que apenas na nossa percepção do mundo existem coisas infinitas, não tendo o universo nada sem limites (tirando talvez a estupidez humana xD).

Espero ter sido esclarecedor e que apreciem.

 

By... PalavraPuxaPalavra às 22:12
I am...: Infinitamente pensativo, e ala

(para quem pensa de menos, para quem quer pensar mais)

 

Vamos lá a ver se concordam comigo:

 

2+2=4 está errado

5x3=15 está errado

n+z=y está errado

 

Vou especificar esta minha esquisitice.

Basicamente defendo que o símbolo “=” está mal empregue. Afirmo isto porque penso que quando se utiliza este símbolo deve ter-se em conta o seu real significado, o seu valor inerente, intrínseco. Quando se diz que certa coisa é igual a outra, é porque é realmente igual. Isto dá origem a algumas dores de cabeça, pois nada no universo tem uma cópia exactamente idêntica a si. Mas isso é outra história, que espero desenvolver mais tarde.

           

            Bem eu penso que tenho razão quando digo que 2+2=4 está errado. O que poderá estar certo será 4=4. Ou seja, penso que não faz sentido dizer que uma certa expressão é igual a um certo número. É claro que se simplificarmos a expressão dará origem a um algarismo igual ao 4, sendo por isso equivalente. Uma expressão é igual a outra mesma expressão e um numero é igual a outro mesmo numero. Isto é, eu posso, com legitimidade, dizer que “4” é igual a ”4”,  e que “2+2” é igual a ”2+2”, mas não que “2+2” é igual a “4”. E porque não? Aqui à que definir significados: uma coisa é ser igual, outra é ser equivalente. Penso que são duas coisas muito diferentes, ainda que à primeira vista a diferença seja pouco óbvia.

 

 O dicionário descreve igual(=) do seguinte modo: “que tem a mesma grandeza, valor, forma, aspecto ou qualidade que outro”; e equivalente(ó) assim: “de igual valor”. É claro que se simplificarmos a expressão “2+2”, esta dará origem a um algarismo igual ao 4, sendo por isso equivalente. Tal como se observa pelo dicionário, para que duas coisas ganhem o estatuto de iguais têm que satisfazer muitos mais parâmetros do que o de equivalentes. A expressão 2+2 tem o mesmo valor que 4, sendo por isso equivalentes. Mas, apenas observando, reparamos em diferenças como que a primeira é composta por três caracteres e o segundo apenas por um…ou então, a primeira tem a denominação de expressão e o segundo a denominação de algarismo. Por isso, penso que não são iguais, não são a mesma coisa. Por isso, penso que não é, de todo, possível dizer que 2+2=4 mas sim 2+2ó4.

 


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