...o meu "sketchbook"... o meu bloco de notas... o meu eu...

13
Jun 10

Eu não sei ler, escrever nem amar.

Não me conheces nem nunca ouviste de falar

De mim, que ando desaparecido em tempos

Repartidos pelos sete ventos.

 

Às vezes, quando passas por mim

Apressado, assim

Como se te fosse indiferente,

Sinto-me demasiado independente.

 

"Não vale a pena", penso eu,

"Não sou nada nem mereço sê-lo".

E sento-me na primeira calha que encontrar;

Parar e apreciar

 

Do que a vida tem de menos mau.

Um dia descobrirei a nau

Que me navegará pela razão

De tudo isto. Senão,

 

A calha já se familiarizou,

Com aquilo que penso, sinto e sou.

Há quem diga que vou errante.

Eu prefiro dizer que sou amante.


08
Abr 09

Aqui está um achado!! Procurando pelas grutas de disquetes e CD's antigos encontrei isto: um texto que escrevi no meu 4º ano, para um concurso escolar. Achei graça e decidi publicá-lo. Quando o li agora pareceu-me muito piroso, tenho pelos menos 2 adjectivos para cada coisa que descrevo, o que torna a leitura um pouco irritante. Mas não quis mudar, vai tal e qual como o fiz, à muito tempo...

 

GOSTO DE VIVER AQUI
 

    Gosto de viver aqui neste colorido planeta, com mar transparente, verde e azul, dependendo das lindas e vivas flores marítimas que estão nos formosos recifes de coral nos profundos e misteriosos oceanos, que escondem os mais lentos e mais velozes, os mais gordos e os mais magros, os mais feios e os mais bonitos, os mais perigosos e os mais mansos peixes e mamíferos.

    Mas, acima de todas estas maravilhas há uma imensidão de terra larga e extensa chamada continentes, onde vivem as mais diversas, divertidas, ferozes, mansas e coloridas espécies de mamíferos e outros tipos de animais superiores a nós.

    Mas porquê que os animais são superiores ao Homem? Os animais são superiores ao Homem porque respeitam a Mãe Natureza e fazem parte do grande equilíbrio natural que há na Terra.

    Mas também nos esquecemos sempre dos seres inanimados mas que por vezes são as coisas mais belas do Mundo como os cristalinos e luminosos minerais, as gigantescas montanhas, os fundos vales onde passam os espessos e compridos rios, as belas falésias de calcário, que o mar azul gasta e faz disso a fina e macia areia dourada quando beijada pelos calorosos e escaldantes raios de sol que passam entre as brancas e cinzentas nuvens que encobrem o infinito céu azul. Na noite misteriosa que guarda segredos não reveláveis cintilam as minúsculas e longínquas estrelas no céu escuro como o breu.

    Adoro viver aqui, com os fenómenos da Natureza, a cristalina água, a branca, fria e macia neve, o duro e gelado granizo, o colorido arco-íris, o amarelo e quentinho sol, a branca e redonda lua, o cinzento nevoeiro.

    E os campos, o que se poderá dizer acerca deles?

    Os campos contêm os grandes verdes salteados, que cobrem a fresca e fértil Terra que contêm as raízes das altas e majestosas árvores, que reciclam o poluído ar em puro oxigénio.

    E a Energia de onde vêm?

    O Homem descobriu uma forma de produzir energia naturalmente, protegendo assim a bela natureza. O Vento, forte e agitado, faz girar os moinhos, a água que passa pelas barragens e a quente luminosidade solar que dá energia aos painéis solares.

    Debaixo da Terra, fósseis misteriosos dos nossos antepassados aguardam que o mais sábio dos exploradores os descubram, a ele e toda a sua história, para mais tarde, ir para um museu, onde poderá ser visto e percebido por todos. É de lá também, de baixo da Terra, que se escondem furiosos rios de lava saltitante que quando explode transforma-se no mais lindo espectáculo luminoso, arrastando tudo por onde passa.  Também nesse lugar se enterram os mais belos castelos e palácios construídos pelos nossos antigos irmãos Romanos e mouros.

    Gosto de viver aqui nesta infinita história portuguesa com gloriosos reis que venceram as mais perigosas batalhas, os grandes descobridores que fizeram os mais diversos descobrimentos. 

    Mas o mais importante de tudo é a bela amizade e o amor escaldante, porque se todos tivessem as regras do Amor o mundo seria bem mais belo, formoso, lindo e espectacular, e toda a gente diria de boa vontade...

     ... gosto de viver aqui!    Data: 21/03/2002
By... PalavraPuxaPalavra às 17:01
I am...: Velho
para ler ouvindo: Ben Harper - With My Own Two Hands
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10
Fev 09

      (para quem pensa de menos, para quem quer pensar mais)

 

      Tenho andado com aquelas crises existenciais caracteristicas dos seres racionais (como a maioria dos humanos)...Aqui vai uma lista das 10 coisas que mais me tiram o sono à noite:

  1. Qual é o sentido da Vida?
  2. Estarmos cá é mero acaso ou faz parte de um propósito maior?
  3. Temos alguma finalidade ou estamos apenas de passagem?
  4. Tudo o que fazemos está determinado?
  5. Temos realmente Liberdade?
  6. O que é o Amor?Reacções quimicas, atracção natural ou algo mais?
  7. Existe um Deus?
  8. Em que consiste a Consciência?
  9. Vamos para algum lado depois de morrermos, ou é a Morte o "grand finnali"?
  10. Que caminho a seguir para atingir a melhor Felicidade?

      Muito provavelmente já se terão questionado sobre isto...

(se acharam a resposta a algumas destas problemáticas avisem; são mais 10min de sono que ganho). Enfim, mas não venho propriamente inundar-vos a cabeça de charadas que, aparentemente, não têm solução. Venho até lançar umas ideias para o ar...

 

      Há algum tempo li um livro conhecido pela maioria das pessoas, "A Fórmula de Deus", de José Rodrigues dos Santos. O livro tem várias falhas e a história é um bocado puxada, mas em termos de ideias que nos põem a pensar gostei bastante. Não sei se sairam da cabeça do escritor ou se foram lá incluidas vindas de outras paragens, mas se foi ele, os meus parabéns. 

      Resumindo, o autor afirma que tudo está determinado, mas que quase tudo é indeterminavel. Eu gosto deste ponto de vista, e passo a explicar porquê: 

Imaginemos, que eu fui à dispensa e resolvi tirar bolachas. 

      Através deste ponto de vista, a minha escolha estava determinada a acontecer, ou seja, quando lá fui, não poderia ter escolhido outra coisa senão as bolachas. E porquê? Porque houve um conjunto de factores que me levou a faze-lo. Por exemplo, eu nesse dia, na rua, vi alguém a comer bolachas e fiquei com vontade; a seguir, na TV, vi uma publicidade de bolachas; nesse dia ainda não tinha comido nada doce; etc... Sendo assim, a minha escolha foi determinada por acontecimentos anteriores a ela. Segundo esta cadeia de acontecimentos, esta foi a única alternativa possível.

 

      Agora a segunda parte.

      Porque é que é indeterminável?

      Pois, apesar de eu estar determinado a escolher bolachas, era-me ímpossivel prevê-lo, pois eu não sei nem consigo conhecer todas as circunstâncias que interferiram na minha decisão. Não consigo ter em conta todos os factores, físicos e psicológicos, conscientes e subconscientes que me levaram a escolher bolachas.

      Todas as escolhas e actitudes que tomamos na vida advêm de causas anteriores, em que entram no balanço factores exteriores a nós (natureza, as pessoas, o mundo a nossa volta, etc.) e interiores (maneira de pensar, de avaliar situações, etc.). A meu ver, é-nos ímpossivel recolher todos esses dados de forma a conseguirmos prever uma acção. É claro que por vezes podemos tentar advinhar algumas actitudes, pela maneira de ser de uma pessoa ou pelas circunstâncias em que se encontra, mas a maioria das opções são indetermináveis. E todas elas são determinadas.

 

      E assim?...será que as nossas escolhas são, na verdade, escolhas, no verdadeiro sentido da palavra? Opções que escolhemos de livre vontade sem ser influenciados?

      Pois, sendo assim, sempre que fizerem uma escolha ou executarem um acto, será porque estava determinado e não teriam outra opção se não isso... Mesmo que pensem "hum, vamos cá enganar o destino e apetecia-me muito bolachas mas vou comer cereais"...isto acontece por razões e causas anteriores, dificeis de determinar...

      Agora tentem lá encaixar essa ideia no vosso dia...estranho, não?

      Perceberam?

      Bem, por hoje é tudo, não levam TPC... 

      Aconselho ainda a leitura de um livro muito interessante para quem acha pertinentes estas questões, "O Fio da Navalha", de W. Somerset Maugham. Sinto-me tal e qual como Larry...se lerem, percebem. 

      E ficam com uma frase de uma música da minha big Alicia Keys, da música "Streets Of New York (City Life)": 

The constant state of going nowhere. 

      Keep on thinking!


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